"Doses Foliares de Zinco na Biofortificação do Jambu" Promete Avanços na Agricultura e Nutrição
Uma equipe de pesquisadores do IFPA Campus Belém está desenvolvendo um estudo inovador que visa aumentar o valor nutricional do jambu por meio da biofortificação com zinco. O projeto, intitulado “Doses Foliares de Zinco na Biofortificação do Jambu”, tem como foco investigar o impacto de diferentes concentrações de zinco aplicadas nas folhas dessa planta, buscando entender como esse micronutriente pode contribuir para melhorar sua qualidade e produtividade.
O trabalho é liderado pelo professor Dr. Rubens de Oliveira Meireles, especialista em fitotecnia, e conta com a colaboração da discente em licenciatura em Ciências Biológicas, Mayla dos Santos, e com o professor Dr. Welliton de Lima Senna, do Campus Castanhal. “Nosso objetivo é avaliar o potencial do zinco como agente biofortificador, garantindo uma produção agrícola mais nutritiva e com melhores propriedades funcionais”, explica Rubens Meireles, destacando a relevância do estudo para as áreas de agricultura e segurança alimentar.
Com uma abordagem metodológica que inclui experimentos de campo e análises laboratoriais para determinar a absorção e acúmulo de zinco nas folhas e caules, a pesquisa pretende identificar as doses mais eficientes para otimizar a absorção desse nutriente pelo jambu. Entre os resultados esperados, estão o aumento da concentração de zinco nas partes comestíveis da planta e a melhoria no crescimento e resistência a fatores ambientais, o que poderá contribuir significativamente para a nutrição humana e a sustentabilidade agrícola.
O zinco é um micronutriente essencial para o organismo humano, desempenhando um papel fundamental em várias funções metabólicas, imunológicas e enzimáticas. Sua importância é reconhecida por estar envolvido na síntese de proteínas, divisão celular, cicatrização de feridas e no fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, o zinco é necessário para a função de mais de 300 enzimas que auxiliam em processos como a digestão, o metabolismo e a regulação hormonal.
No organismo, o zinco contribui para o crescimento e desenvolvimento adequados, especialmente em crianças e adolescentes, além de ser essencial para a manutenção de sentidos como o paladar e o olfato. Sua ação antioxidante ajuda a proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres, retardando o envelhecimento celular e combatendo o estresse oxidativo.
A deficiência de zinco pode levar a uma série de problemas de saúde, como comprometimento do sistema imunológico, atraso no crescimento, perda de apetite, dificuldades de aprendizado, além de aumentar o risco de infecções. Portanto, garantir níveis adequados desse nutriente na dieta é essencial para manter a saúde e o bem-estar geral.
Nesse contexto, projetos de biofortificação, como o "Doses Foliares de Zinco na Biofortificação do Jambu", ganham destaque ao buscarem enriquecer alimentos com esse nutriente, contribuindo para a melhoria da saúde e nutrição das populações que têm acesso limitado a fontes ricas de zinco.
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