BELÉM GANHA MAPA DIGITAL COM PONTOS LICENCIADOS DE AÇAÍ
Após a divulgação oficial dos 132 estabelecimentos autorizados para a venda de açaí
artesanal em Belém no ano de 2025, uma iniciativa acadêmica transformou a lista em
uma ferramenta pública de utilidade social: um mapa digital interativo que permite
identificar, com precisão geográfica, onde estão os pontos devidamente licenciados na
capital paraense.
A plataforma foi desenvolvida pelo grupo de pesquisa Meninas da Geo, do Instituto
Federal do Pará (IFPA – Campus Belém), no âmbito do projeto “Geomarketing do Açaí
em Belém: Mapeamento, Análise de Risco e Estratégias dos Batedores para
Expansão Sustentável”, coordenado pela professora Tatiana Pará Monteiro de Freitas.
O projeto está vinculado ao EDITAL nº 01/2025/DPPI/IFPA/BELÉM – PROPEAP
(Iniciação Científica Júnior), conforme relatório institucional com apoio da FAPESPA
através de projeto EcoMulheres.
A iniciativa nasce em um contexto sensível. O açaí é base alimentar diária da
população de Belém e possui forte peso econômico , o Brasil registra produção anual
superior a 1,7 milhão de toneladas, segundo dados apresentados no relatório do
projeto . No entanto, a cadeia produtiva enfrenta desafios estruturais, como
informalidade, risco sanitário associado à transmissão oral da Doença de Chagas e
descarte irregular de resíduos.
O grupo já havia mapeado preliminarmente 1.789 pontos relacionados à
comercialização de açaí em 72 bairros de Belém e região metropolitana, utilizando
Google Earth Pro, QGIS e análises espaciais como densidade de Kernel . A partir
dessa base técnica consolidada, foi possível estruturar um recorte específico com foco
nos estabelecimentos oficialmente licenciados para 2025.
O novo mapa permite que qualquer cidadão:
– Visualize a localização exata dos pontos regularizados;
– Identifique a concentração por bairro;
– Consulte informações oficiais de licenciamento;
– Priorize o consumo em estabelecimentos fiscalizados;
Mais do que uma visualização cartográfica, trata-se de uma ferramenta de gestão
territorial e de promoção da segurança alimentar.
Segundo o relatório final do projeto, a análise espacial demonstrou maior
concentração de batedores em bairros como Jurunas, Guamá e Terra Firme, áreas
com forte dependência alimentar do açaí . Esses dados reforçam a importância de
políticas públicas orientadas por evidências espaciais, especialmente na atuação da
Vigilância Sanitária.
Ao transformar a lista oficial em um mapa público e acessível, o grupo amplia o
alcance da informação institucional, fortalece o comércio regularizado e contribui para
a prevenção de riscos sanitários. A iniciativa também dialoga com a necessidade de
gestão adequada dos resíduos da cadeia produtiva, especialmente o descarte de
caroços, identificado como passivo ambiental relevante no estudo .
O projeto integra estudantes do ensino técnico e da licenciatura, articulando ensino,
pesquisa e extensão. As atividades incluem georreferenciamento, análise
socioeconômica, modelagem espacial e desenvolvimento de mapas temáticos,
conforme detalhado no relatório institucional .
A criação do mapa dos pontos licenciados consolida uma das diretrizes centrais do
estudo: utilizar o geomarketing e o geoprocessamento como instrumentos estratégicos
para subsidiar decisões públicas e privadas na cadeia do açaí.
Em uma cidade reconhecida como capital mundial do açaí, a informação geográfica
torna-se ferramenta de cidadania. Saber onde consumir com segurança é, também,
um ato de responsabilidade coletiva.
O acesso ao mapa digital está disponível publicamente e pode ser consultado por
qualquer cidadão interessado em consumir açaí de forma consciente e segura em
Belém no ano de 2025 através do link:
https://www.google.com/maps/d/u/4/edit?mid=1RGK1Mcp-GKRpO-
taCV_SJeWy89plmPY&usp=sharing
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