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Escolas Parceiras do PIBID-Geografia Avançam em Indicadores de Qualidade de Ensino

  • Publicado: Terça, 25 de Agosto de 2026, 13h19
  • Última atualização em Terça, 25 de Agosto de 2026, 13h19
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Duas escolas parceiras do Projeto PIBID-Geografia do IFPA, coordenado pelo professor Wallace Pantoja, têm boas notícias para comemorar em 2025. A E.E.E.F. Maria Encarnação Campos de Araújo, em Ananindeua, e a E.E.E.F.M. Prof.ª Palmira Gabriel, em Belém, avançaram em importantes indicadores de qualidade de ensino — um resultado que mostra, na prática, o que a parceria entre universidade e escola pública é capaz de gerar dentro da sala de aula.

 Os números contam bem essa história. A Maria Encarnação saltou de um IDEB de 4,3, em 2023, para 5,6, em 2025, tornando-se a escola com o melhor índice entre toda a rede municipal de Ananindeua. Já a Palmira Gabriel elevou seu IDEB de 4,5 para 4,7 no mesmo período e ampliou de forma expressiva o número de estudantes aprovados em instituições de ensino superior via ENEM, resultado direto do trabalho de preparação e acompanhamento dos alunos ao longo do ano.

 "Superar a meta do SAEB representa muito mais do que alcançar um indicador: é a confirmação de que o trabalho realizado diariamente em nossa escola está gerando resultados concretos na aprendizagem dos estudantes", celebra Jorgelene Naije, diretora da Escola Maria Encarnação. Para ela, a conquista é fruto do esforço conjunto de toda a comunidade escolar — gestão, professores, servidores, estagiários, estudantes e famílias — em torno de um mesmo objetivo: uma educação pública de qualidade, capaz de transformar vidas. A diretora destaca ainda o papel dos estagiários do PIBID-IFPA nesse processo: "Têm contribuído muito com os estudantes, tanto na convivência quanto na rotina da sala de aula, apoiando-os em suas dificuldades e implementando ações inovadoras no ensino de Geografia e em outros componentes curriculares, como projeto de vida, além de trazer práticas novas para o ensino desenvolvido na escola."

 Para o professor Agnaldo Rabelo, supervisor do estágio na Palmira Gabriel, a experiência tem um valor pedagógico raro. Para os bolsistas, é um mergulho vivo na realidade da escola: os desafios e as vivências do "chão da escola" ajudam a moldar a forma como esses futuros docentes vão pensar e fazer educação. Para os estudantes da educação básica, filhos da classe trabalhadora, é a chance de conviver com jovens universitários de trajetórias parecidas — histórias que se cruzam e que podem inspirar suas próprias escolhas profissionais e de vida. Já para os professores-supervisores, é o privilégio de dividir o legado de anos de docência, de se manter atualizado e de ajudar a formar novos profissionais, rompendo com estigmas sobre a profissão. Segundo Agnaldo, esse trabalho coletivo se reflete diretamente nos resultados: mais aprovações no ensino superior via ENEM, avanço no IDEB, fortalecimento da orientação educacional, simulados temáticos e ações de orientação e motivação profissional. No dia a dia das escolas, os bolsistas atuam ao lado dos professores de Geografia — e de outras disciplinas — desenvolvendo projetos de intervenção, materiais didáticos e atividades com os estudantes, sempre a partir da abordagem freireana que é a base do projeto e das formações regulares promovidas pelo IFPA.

 O impacto do PIBID, porém, não fica restrito às escolas parceiras: ele também transforma o próprio IFPA. Para o professor Athila Kzam, do Campus Belém, o projeto funciona como uma "via tripla", que beneficia ao mesmo tempo os bolsistas, os alunos do IFPA e a sociedade. Sob a supervisão dos professores, os bolsistas são inseridos na realidade da sala de aula e dão os primeiros passos na profissão, articulando os conhecimentos da graduação com a prática docente; os alunos do IFPA, por sua vez, participam de atividades inovadoras de ensino-aprendizagem, que diversificam as práticas pedagógicas, estimulam o protagonismo estudantil e alimentam o projeto de extensão do Pré-Enem; e a sociedade colhe os frutos de professores mais preparados e conscientes da realidade educacional, o que fortalece a educação pública como instrumento de transformação social.

 Porém, comemorar os avanços não significa fechar os olhos para o contexto em que eles acontecem. "Evidentemente, não se pode esquecer — e isto é parte da formação crítica dos futuros professores — os problemas estruturais que pesam sobre as escolas públicas estaduais: a precarização da infraestrutura, o fechamento de unidades escolares na cidade e, sobretudo, no campo, a desvalorização sistemática dos profissionais, os contratos temporários excessivos em vez de concursos e até o uso instrumental dos números do IDEB para fins político-neoliberais. Imaginem o quanto mais poderia ser feito em termos de salto qualitativo na educação se esses profissionais de excelência tivessem o tratamento que merecem por parte do Estado, em suas diferentes esferas, e o suporte de programas que aproximam escola básica e ensino superior, com financiamento e perenidade sustentada, a partir de uma perspectiva de futuro — como nos ensinou Paulo Freire, mobilizando a esperança como verbo: esperançar! O que poderíamos alcançar como país?", questiona o professor Wallace Pantoja, coordenador do PIBID-Geografia no IFPA.

 

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