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COVID-19: quais os exames utilizados para o diagnóstico da doença?

  • Publicado: Segunda, 01 de Junho de 2020, 11h52
  • Última atualização em Segunda, 01 de Junho de 2020, 11h53
  • Acessos: 908

 

São basicamente 3 tipos de exames que podem auxiliar no diagnóstico definitivo da COVID-19. Explicaremos abaixo com detalhes:

1- RT-PCR – Teste Molecular

RT-PCR (do inglês reverse-transcriptasepolymerasechainreaction), é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19, cuja confirmação é obtida através da detecção do RNA (da molécula) do SARS-CoV-2 na amostra analisada, preferencialmente obtida de swab de nasofaringe ou em escarro. A coleta deve ser realizada preferencialmente a partir do terceiro dia após o início dos sintomas e até o décimo dia, pois ao final desse período, a quantidade de RNA tende a diminuir, ou seja, o teste RT-PCR identifica o material genético do vírus no período em que está ativo no organismo.

2 - Sorologia

A sorologia, diferentemente da RT-PCR, verifica a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus. Isso é feito a partir da detecção de anticorpos IgA, IgG e/ouIgM em pessoas que foram expostas ao SARS-CoV-2. Nesse caso, o exame é realizado a partir da amostra de soro ou sangue do paciente.Para que o teste tenha maior sensibilidade, é recomendado que seja realizado, pelo menos, de 7 a 10 dias após o início dos sintomas. Também pode ser utilizado para saber se a pessoa já teve contato com o vírus, caso não tenha desenvolvido sintomas.

3 - Testes Rápidos

Estão disponíveis no mercado dois tipos de testes rápidos: de antígeno (que detectam proteínas “do vírus” na fase de atividade da infecção) e os de anticorpos (que identificam uma resposta imunológica do corpo em relação ao vírus). Os testes rápidos para detecção de anticorpos, podem ser totais, ou ainda, diferenciar a presença de IgM e IgG. A vantagem desses testes seria a obtenção de resultados rápidos para a decisão da conduta.No entanto, a maioria dos testes rápidos existentes possuem sensibilidade e especificidade muito reduzidas em comparação as outras metodologias. O Ministério da Saúde aponta que os testes rápidos apresentam uma taxa de erro de 75% para resultados negativos, o que pode gerar insegurança e incerteza para interpretar um resultado negativo e determinar se o paciente em questão precisa ou não manter o isolamento social. 

Quais as principais diferenças?

  • Molecular (PCR): Padrão ouro, mais específico e sensível. Pesquisa o RNA do vírus.
  • Sorologia: Pesquisa de anticorpos IgG por metodologia Quimiluminescência.
  • Teste Rápido: Pesquisa de Anticorpos IgG e IgM por metodologia Imunocromatográfica.

 Quando coletar (melhor período)?

  • Molecular (PCR): entre o início dos sintomas até o 10º dia.
  • Sorologia:A partir do 7º dia de doença (idealmente a partir do 10º dia).
  • Teste Rápido: A partir do 10º dia do início dos sintomas.

 

ATENÇÃO: Saber interpretar os exames não substitui a necessidade de consulta com profissional médico para correlacionar os resultados dos exames ao quadro clínico do paciente e avaliar a melhor conduta.

 

Autores:

Gilmar Aguiar - Médico IFPA Campus Belém

Julius Caeser Monteiro – Médico IFPA Campus Belém

Imagens: cedidas pelo Prof. Dr. David Bichara

 

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